Réplica ao Vô Bimbo
Março 19, 2008
Almirante Ponso foi a Flores da Cunha neste final de semana com o nobre intuito de comprar uvas. Podê-las-ia (hs) ter comprado em um mercado qualquer, mas disse eu que o intuito era nobre. E o era pelo fato de meu pai ser produtor de vinho. Dos mais modestos, como ele mesmo faz questão de frisar. O que não o impede de ir em busca do que deve ser a melhor uva do Rio Grande para produção vinícola.

Calma nena. Tio Léo já traz a chucha de vinho.
No domingo, boa parte da família acordou cedo pra Vindima. Na verdade, QUATRO GERAÇÕES da família puseram-se a esmagar os negros grãos da felicidade a partir das oito da manhã. Admito que o processo deveria ter sido realizado com os pés, o que conferiria o status ROOTS ao processo. Mas 150 Kg de uva não merecem o pisoteamento, é uma quantidade considerada pequena. Fomos à luta com as mãos, mesmo.

“Te liga guri, vão roubar mio mosto”
Digo fomos, mas apareci apenas à tarde, eu que estava almoçando com a não menos nobre FAMÍLIA FREITAS. Deu tempo de sujar as mãos, chorar de emoção e tirar umas fotos, às quais compartilho com todos. Creiam, há algo de mágico no processo de reunir a família em torno de um ritual que faz parte de uma tradição ancestral e que envolve a produção artesanal da mais nobre bebida inebriante de que se tem notícia. Estou de mal comigo mesmo por não ter participado do processo todo, mas folgo em saber, principalmente vendo estas fotos, que terei chance não apenas de presenciar o processo muitas vezes mais como também de levá-lo adiante.
Outro dia eu conto a história do suntuoso nome com que meu pai alcunhou seu vinho.
Evangelho segundo Hugh Laurie
Março 13, 2008
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E agora anda-se usando bonequinhos de resina simulando fetos em missas nas arquidioceses do Rio de Janeiro. A estratégia foi traçada pelo bispo don Antonio Augusto Dias Duarte na campanha da fraternidade deste ano, que tem como tema o aborto.
Dom Antonio está sendo acusado de terrorismo por inúmeras organizações de defesa do direito da mulher. Defende-se alegando que a Igreja tem o direito de conscientizar a população. Realmente, se utilizar da crença das pessoas na instituição e na emoção que um artifício desses desperta é um processo de conscientização bastante racional. Putalamerda. Não queria nem entrar na questão do aborto, se deve ser legalizado ou não. Já adianto que acho que deve. Mas discutamos de forma racional, forcraistseik. Um fetinho de látex em uma vasilha de gel, como chegou a ser usado, é muita covardia e crueldade.
Mas a motivação maior deste post foi o link que acabei fazendo com um episódio de House, aquele seriado que é uma mistura de PLANTÃO MÉDICO COM MAGAYVER. No referido episódio, House tem duas opções para salvar a vida de uma mãe e seu feto de, se nã me engano, 5 meses. Ou ele realiza uma cirurgia de altíssimo risco que consiste em abrir a barriga da mãe e meter a mão em não sei o quê do feto que a está matando, ou então ele opta pelo aborto. Obviamente, ele defende o aborto, mas todos optam pela cirurgia. Quando House finalmente abre a placenta da moribunda, o feto de 5 meses, inexplicavelmente, segura com a mão um de seus dedos, numa cena bisonha e ao mesmo tempo meio fascinante. Tudo acaba dando certo e tanto a mãe como o bebê ficam bem. Segue-se uma cena com o médico questionando tudo o que sempre defendeu com relação à medicina e à vida.
Pois então. Hoje me deu o estalo. Por Cristo, quanto será que custou ao Vaticano esse lobby em forma de enlatado americano?
Vivendo no 2º andar sem um jardim
Março 12, 2008
Não faz a menor diferença ela ser gata. Faz, mas logo passa. É de fato irrelevante. Já me disseram que ela é brega, que é música de motel, que é GUEI. Recusaram-se a escutar em desagravo ao hype. Não dei ouvidos a ninguém. Ando escutando muito o que ela fala, isso sim. No momento, é o anjinho que me acompanha devagarinho numa rua meio solitária. Obrigado, moça.
